Clínica promete abrir mais vagas para pacientes renais

 A Nefroclínica, especializada em tratamento de pacientes renais e que mantém contrato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promete nas próximas semanas ofertar mais vagas para os pacientes renais que estão na fila do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Após ser cobrada publicamente pelo órgão municipal para que admita mais pacientes [apenas doze foram convocados nesta semana, tema de reportagem do Portal Infonet na quinta-feira, 18, a clínica resolveu se posicionar e esclarecer algumas informações em tom de defesa.
 O administrador da clínica, Eduardo Fernandes, afirmou que em setembro do ano passado, em função da interdição de uma clínica de hemodiálise em Itabaiana, admitiu 88 pacientes de Itabaiana, e não 100, como havia informado a Secretaria Municipal de Saúde. Ele reforça que para receber esse número de pacientes, precisou de aporte de recursos humanos e materiais da clínica interditada. “Nós fizemos um acordo com a clínica para que eles enviassem seus profissionais e medicação. Caso contrário, não teríamos como receber os 88 pacientes”, explicou Fernandes.
 Com o retorno das atividades da clínica em Itabaiana na semana passada, os 88 pacientes e os profissionais ‘emprestados’ já deixaram a Nefroclínica e, consequentemente, a capacidade de atendimento no local caiu. No início dessa semana, houve abertura de doze vagas, o que rendeu uma cobrança pública do Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (Nucaar), da SMS. Fernandes se defende mais uma vez: “as 12 vagas é o que podemos ofertar no momento, mas temos a pretensão de elevar esse número gradativamente nas próximas semanas, até que chegue a 48 pacientes”, afirma.
 A lentidão, segundo ele, ocorre por dois motivos. “Nós temos máquinas que apresentaram defeitos após essa grande demanda e, em segundo lugar, nossa clínica tem o nível dois em acreditação hospitalar [uma espécie de certificação nacional], que exige alguns procedimentos de admissão e treinamento de multiprofissionais para lidar com os pacientes renais”, explica.
 O administrador reitera que a clínica está em processo de contratação de médicos e enfermeiros para explorar novos turnos de tratamentos para os renais, mas nega que esteja descumprindo o contrato com a SMS e consequentemente com o Sistema Único de Saúde. “Reafirmo, nossa pretensão é elevar o número de ofertas para 48 pacientes, mas gradativamente e respeitando o processo de qualificação desses novos profissionais”, pontuou.

Por Ícaro Novaes

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