Sergipe perderá o atendimento de 96 médicos cubanos

 Os 96 médicos cubanos que atendem em 35 municípios sergipanos devem sair do país até o final deste ano. A secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que 300 mil sergipanos serão afetados com essa mudança. A previsão é que os cubanos que atuam no programa federal comecem a deixar o país já no dia 25 deste mês. A saída deve ser gradual, separada por regiões.
 A medida atende o fim da parceria de Cuba com o Programa Mais Médicos, que foi comunicado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), na última quarta-feira, 14. Em nota divulgada pelo Ministério da Saúde do país caribenho, a decisão é atribuída a questionamentos feitos pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), à qualificação dos médicos cubanos e ao seu projeto de modificar o acordo, exigindo revalidação de diplomas no Brasil e contratação individual.
 O Ministério da Saúde informa que o governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba.
 “A iniciativa imediata será a convocação nos próximos dias de um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos. Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior”, diz o Ministério em nota, acrescentando que atualmente  8.332 médicos cubanos participam do programa no país.
Estado
 Os médicos cubanos começaram a chegar gradativamente em Sergipe no ano de 2013. Atualmente eles estão incorporados ao Programa Saúde da Família (PSF), em 35 municípios sergipanos, atuando nas áreas urbana e rural. Em Sergipe, o programa conta com 170 profissionais, sendo 96 cubanos, 42 brasileiros, 31 brasileiros formados no exterior e uma portuguesa. Os médicos cubanos respondem por 56,4% do total do Mais Médico no Estado.
Por Raquel Almeida

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