Empresário comete suicídio durante evento com participação de ministro e governador de Sergipe

 O empresário Sadi Paulo Castiel Gitz cometeu suicidou na manhã desta quinta-feira (04), durante a abertura do Simpósio de Oportunidades do Gás Natural em Sergipe, que acontecia no Hotel Radisson.
No início da solenidade onde contava com a participação do ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, no inicio da manhã desta quinta-feira (04), em um hotel na Orla de Atalaia, o empresário Sadi Gitz, proprietário da empresa Escurial, cometeu suicídio, desferindo um tiro na boca.
O empresário participava de um simpósio de oportunidades  e as informações são de que o empresário ouviu a fala do governador Belivaldo Chagas e sem seguida, se levantou-se e disse: “governador, você é um mentiroso” e em seguida disparou um tiro contra a boca.
 Imediatamente o evento foi cancelado pelo próprio governador que emitiu uma nota onde diz que “o governo do estado de Sergipe lamenta o ocorrido com o empresário Sadi Gitz, da cerâmica Escurial, que cometeu suicídio durante o evento. Por conta do ocorrido, o Simpósio de Oportunidades para o novo cenário do gás natural em Sergipe está cancelado”.
 O governador Belivaldo Chagas lamentou o episódio e prestou solidariedade à família. “Não esperávamos jamais que um evento dessa magnitude pudesse acontecer. Um evento voltado para o Brasil pela importância do tema, mas nesse momento o mais importante é prestar nossa solidariedade a família do Sadi. Ele era um empresário que prestou serviço a Sergipe e que estava passando por um momento de dificuldades com a sua empresa, exatamente o que estamos buscando hoje o barateamento do gás”, disse.
O Instituto Médio Legal (IML) foi chamado para recolher o corpo do empresário. A Polícia Militar está no local.
A crise da Escurial
 Em 17 de maio deste ano, a Escurial anunciou o processo de hibernação do parque industrial. Em nota, a empresa culpou diretamente a Sergas pelo acontecimento, dizendo que “política de preços encontra-se abusiva”. Assim, afirmou a empresa, foram perdidos 600 empregos direto e indiretos.
 Ainda na nota, a empresa diz que “o motivo determinante para essa decisão foi o preço do gás cobrado pela Sergas, empresa do Governo do Estado de Sergipe”. A Escurial também contestou judicialmente a Sergas pelo preço abusivo, “inclusive com pedido de perdas e danos”.
 A empresa lamentou as demissões e disse que “a perda de arrecadação de tributos, redução de ambiente de negócios, são fatos que se sobrepõem a qualquer discurso teórico-político. Nenhuma empresa ou empresário tem satisfação em hibernar, mudar ou relocar uma Unidade, mas as condições operacionais só existem se houver uma política real de fomento à atividade produtiva”.
 À época, o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de socorro (Assedis), Celso Horishi Hayasi, disse que o Brasil inteiro sofre com o problema do gás natural. Segundo ele, a Cerâmica de Sergipe teve o fornecimento cortado no dia 15, por isso deixou de operar.
 No mesmo dia, a Sergás enviou uma rebatendo às críticas da Escurial e afirmou que os gestores estavam devendo à Sergás.

Mais informações em instantes
Munir Darrage



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