MARÉ ALTA VOLTA A CAUSAR PREJUÍZOS EM SERGIPE

 A maré alta registrada no município de Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju, nesta semana, voltou a provocar destruição de edificações. Parte do calçamento da orla do bairro Atalaia Nova foi levada pela água e muros de uma residência próxima à praia desabaram. 
Com a força da água, pelo menos 15 moradores saíram das residências com medo de desabamento. A praia da Atalaia Nova fica na região da foz do Rio Sergipe e, para tentar conter o avanço do mar, cascalhos foram colocados pela prefeitura na beira do rio, na quinta-feira (1). A Defesa Civil municipal monitora a área.
 Os prejuízos ocasionados pela elevação da maré são uma realidade dos moradores já antiga. Em setembro de 2015, por exemplo, a mesma situação ocorreu na região devido ao fenômeno caracterizado como "Maré de Sizígia", recorrente em todo Nordeste brasileiro, sobretudo entre os meses de setembro e outubro. Para os moradores, no entanto, a cada ano os impactos aumentam e as construções do molhe no bairro Coroa do Meio e do Calçadão da Praia Formosa, em Aracaju, teriam - no entender deles - afunilado o leito do rio.
 Segundo o Centro de Meteorologia de Sergipe, o esperado até este sábado (3) é que a altura das marés chegue em torno de 2.2 metros no litoral sergipano.
 O coordenador da Defesa Civil do município, José Fernandes, afirma que o problema sempre ocorre especialmente quando a maré está alta e o serviço que for feito no local é de forma paliativa, através de contenção da água com pedras. O local, de acordo com o órgão, está sob processo judicial e o Município não pode tomar outras medidas.
 "Aquele problema existe há muitos anos, existem estudos de muito tempo e tudo que pode ser feito, já foi feito. A prefeitura não pode fazer benefícios naquela área porque ela está em juízo. O secretário de Obras esteve ontem lá, as caçambas estavam colocando aterros. A questão é essa, se faz tudo, mas não adianta, ela [a maré] passa por cima da contenção e bate no muro das casas. Aquilo ali é condenado há muito tempo", afirma Fernandes. 
 Ele relata que uma nova vistoria deve ser feita no local e orienta aos moradores prejudicados que formalizem uma reclamação na Defesa Civil. "É interessante que a pessoa venha, formalize a reclamação para que a gente possa convocar a secretaria de Obras", completa o coordenador.

Fotos: Magna Santana/FAN FM

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