Os desafios, a problemática e as propostas para fortalecer a citricultura e a fruticultura nos 14 municípios que compõem as regiões Sul e Centro-Sul de Sergipe foram discutidos na manhã desta segunda-feira, 23, em Audiência Pública promovida pelo deputado estadual Zezinho Sobral (Pode) e a Comissão Estadual da Citricultura.
 “Fui procurado pela Comissão para a realização deste debate. Ele foi necessário para dar visibilidade às novas propostas, além de sensibilizar nossos representantes federais para que destinem suas emendas para a citricultura e a fruticultura sergipanas, criando, assim, um ciclo virtuoso de produção e melhorar a economia. É preciso que, cada vez mais, possamos fortalecer as ações que promovam a produção e retomem a ascensão desse segmento, dos empreendimentos e dos produtores sergipanos”, afirmou Zezinho Sobral.
 Segundo o deputado, o momento é de pensar na expansão de atividades para dar novas oportunidades de produção ao pequeno produtor, especialmente ao que tem na agricultura familiar sua fonte de renda. “As regiões Sul e Centro Sul são prósperas por ter solo e climas adequados para estimular a produção e a possibilidade de uma grande diversificação na área da fruticultura. Além de citros como laranja, tangerina e limão, a região também é propícia para plantas ornamentais, atividade econômica muito importante, experiência do ‘balde cheio’, produção do cacau, cisternas com pequenas áreas de irrigação, estufas com hidroponia produzindo hortifrutigranjeiros, entre outros”, sinalizou.
 A região citrícola de Sergipe compreende os municípios de Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Indiaroba, Itabaianinha, Itaporanga, Lagarto, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Tomar do Geru e Umbaúba. São aproximadamente 400 mil habitantes, o equivalente a um quinto da população sergipana. A microrregião corresponde a mais de 98 % da área total plantada com citros, sendo uma das maiores fontes diretas e indiretas de mão de obra.
 Para contribuir e enriquecer o debate, palestraram na Audiência Pública o presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Jéferson Feitosa, que apresentou o histórico da citricultura e fez um contraponto do passado e do presente do seguimento. “A cadeia citrícola nacional vem passando por mudanças na última década, a exemplo da redução do consumo do suco de laranja, da fragilidade econômica dos produtores e do surgimento de novas doenças e pragas nos pomares. Atualmente, Sergipe representa 3% do PIB da citricultura como um dos principais cultivos, beneficiando cerca de 30 mil agricultores familiares e mais de 8.400 estabelecimentos. É preciso que, cada vez mais, o Poder Público tenha um olhar especial com os citricultores sergipanos”, comentou Feitosa.
 Já o vice-prefeito de Boquim, Francisco Almeida, fez um relato sobre o momento em que a região citrícola vive e ressaltou que “a maior praga das plantações é o empobrecimento da citricultura. Discutir o quadro que passa a citricultura dos 14 municípios da região é muito importante. Muitos produtores estão com dificuldade em obter seus resgates financeiros e buscar novos recursos. São muitas as consequências econômicas e sociais decorrentes da baixa atividade produtiva. É preciso priorizar os pequenos produtores. Precisamos soerguer a região”, relatou o vice-prefeito de Boquim, Francisco Almeida.
 O prefeito de Boquim, Heraldo Santos, disse que “a maior angústia da região é a decadência da citricultura. Antes, eram gerados 100 mil empregos e, hoje, são apenas 30 mil. Sentimos na pele a falta da mão de obra para fortalecer o desenvolvimento do município. Esperamos que as emendas federais venham para priorizar o desenvolvimento da agricultura e da região citrícola”.
 O presidente da Asserpros, Airton Santana, falou da necessidade do uso de novas tecnologias para fortalecer a citricultura. “Existem muitos gargalos do setor, entre eles, as dívidas do pequeno produtor. A citricultura é a área que mais emprega e a que mais precisa de fortalecimento em Sergipe. É um segmento muito importante para a nossa economia e precisamos, cada vez mais, somar esforços para mudar essa realidade”, comentou.
Carta Aberta
 Durante a Audiência Pública, foi entregue a Carta Aberta para a Revitalização da Citricultura das Regiões Centro-Sul e Sul do Estado de Sergipe, fruto de amplos debates do segmento citrícola e das problemática, além das demandas apresentadas pelos municípios. De acordo com Edgar Cerqueira, coordenador da Comissão, o conteúdo é resultado de uma luta que se iniciou com várias reuniões e no Seminário Estadual de Citricultura do Estado de Sergipe, ocorrido em maio de 2019 com a presença de 250 participantes entre produtores e representantes dos municípios.
 “Contamos com o apoio dos deputados federais, dos deputados estaduais e senadores e do governador para que a citricultura e a fruticultura de Sergipe voltem a se desenvolver. A Carta Aberta contempla todos os problemas vividos pelo segmento e solicita apoio para o Programa de Revitalização da Citricultura”, destacou Edgar.
 Na Carta Aberta, os produtores solicitam a revitalização da assistência técnica e extensão rural, a melhoria da estruturação das atividades da defesa estadual, regulamentação da produção de mudas, compromisso das entidades da cadeia produtiva da citricultura para priorizar os pequenos produtores, aprimoramento para aquisição de equipamentos, operacionalização da Unidade de Produção de Inimigos Naturais para o combate às pragas e doenças, com menos problemas ao meio ambiente, melhorias para a comercialização, zoneamento de risco climático para citros, segurança no campo, entre outros assuntos.
 “As regiões sul e centro-sul são prósperas, com indústrias instaladas e uma produção agrícola diversificada graças a um solo adequado e um clima especial. Precisamos estimular a diversificação da citricultura e da fruticultura. Os produtores precisam ser estimulados e preparados para obter bons resultados, oferecer seus produtos com competitividade e sucesso”, afirmou o deputado Zezinho Sobral.
 Prestigiaram a Audiência Pública ‘A Revitalização da Citricultura de Sergipe’ os deputados estaduais Iran Barbosa, Adailton Martins, Luciano Bispo, Maria Mendonça, Goretti Reis, Dilson de Agripino, Luciano Pimentel, Garibalde Mendonça, Diná Almeida, Ibraim Monteiro e Zezinho Guimarães, e os deputados federais Bosco Costa e Laércio Oliveira. Participaram, também, o secretário de Estado da Agricultura, André Bonfim, o prefeito de Umbaúba, Humberto Maravilha, o secretário da Agricultura de Umbaúba, Edgar Cerqueira, o superintendente do Ministério da Agricultura e Meio Ambiente, Haroldo Araújo Filho, o presidente da Associação Sergipana dos Produtores Rurais (Asserpros), Airton Santana, o assessor técnico da Federação dos Trabalhadores na Agricultura em Sergipe (Fetase), Jocélio Oliveira, o prefeito de Boquim, Heraldo Santos, o prefeito de Tomar do Geru, Pedro Balbino, o prefeito de Estância, Gilson Andrade, o prefeito de Indiaroba, Adinaldo Nascimento, o prefeito de Itaporanga d’Ajuda, Otávio Sobral, o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos (Aease), Fernando de Andrade, o diretor de assistência técnica e extensão rural da Emdagro, Esmeraldo Leal, o chefe-geral da Embrapa – Tabuleiro Costeiros, Marcelo Fernandes, o representante da Codevasf, Ricardo Martins, além de produtores, técnicos e profissionais da citricultura.
Ascom Deputado Zezinho Sobral
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