Professoras e professores do Colégio Estadual Maria Rosa Oliveira, em Tobias Barreto, acompanhados do integrante da coordenação da subsede Centro-Sul do SINTESE, Estefane Lindeberg, protocolaram no gabinete do secretário de Educação, da Cultura e do Esporte (SEDUC), Josué Passos, abaixo-assinado dizendo não a implantação da modalidade ensino médio em tempo integral na escola.
 A negativa se dá pela falta de um debate amplo por parte da SEDUC com a comunidade escolar. E da mesma forma que no caso do Colégio Murilo Braga, em Itabaiana, o perfil dos estudantes não se adequa à modalidade de passar dois turnos na escola.
 “Tobias Barreto é uma cidade comercial, com lojas e fábricas que acolhem muitos de nossos alunos para que possam ajudar no sustento da família”, diz relatório que foi entregue junto ao abaixo-assinado.
 Os professores e professoras contam também que a escola já desenvolve em seu projeto político pedagógico o protagonismo estudantil, auxilia na decisão vocacional, realiza projetos, entre outras atividades.
 O colégio conta hoje com 1035 estudantes do Ensino Médio nos turnos manhã, tarde e noite e com possibilidade de atrair mais, pois nos últimos anos o número de matrículas têm crescido.
Na avaliação dos docentes, implantar o ensino médio em tempo integral irá destruir um trabalho sólido construído com anos de dedicação, pois o número de vagas para a nova modalidade será muito menor que o atual.
 Toda vez que o tema Ensino Médio em Tempo Integral volta à tona, o SINTESE reafirma que não é contrário à modalidade, inclusive a defenda, mas o sindicato alerta que a forma como a SEDUC tem conduzido à implantação sem apresentar estudos, diagnóstico e, principalmente, ouvir o que a comunidade escolar tem a dizer vai fazer com que o ensino integral seja somente uma peça de marketing político.

SINTESE

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