Sergipe é o terceiro estado do país, e o primeiro da região Nordeste, com maior número de presos que trabalham. O dado faz parte do novo levantamento apresentado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo a publicação, dos 5,4 mil presos, 37,2% dos internos do sistema prisional sergipano estão trabalhando.
 Para a construção do Monitor da Violência, foram ouvidos especialistas do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Segundo os dados apurados, no Brasil há 737.892 internos no sistema prisional, dos quais 139.511, ou 18,9% do total, trabalham.
 O secretário da Justiça e Defesa do Consumidor, Cristiano Barreto, explicou que o caminho para a redução da reincidência na criminalidade está relacionado com o desenvolvimento de projetos e ações que promovam a ressocialização. Dentre essas, estão o aprendizado e a realização de atividades que contribuam para a manutenção das unidades e para o desenvolvimentos pessoal do interno.
 “Nós entendemos que a solução para o Sistema Prisional passa pela ressocialização dos internos. Assim, instituímos uma coordenação que foca a reinserção social, que é o estudo, trabalho, assistência social e saúde das unidades prisionais. Nós entendemos que o preso ocioso tende a retornar ao sistema prisional quanto tivesse sua liberdade. Então era preciso conferir a ele uma atividade, uma ocupação”, frisou.
Estudo
 Embora haja um alto índice de presos trabalhando, o percentual de detentos que estudam em Sergipe ainda é baixo, com um percentual de 3,6% dos internos. “Com relação ao trabalho, existe a questão da diminuição da pena, fora que é remunerado e o preso consegue ajudar a família. É mais atrativo. Além disso, é preciso lembrar que tudo é sempre voluntário. Não podemos obrigar os internos a estudarem”, concluiu o secretário.

ASN

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