Elas representam, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 51,70% da população de Sergipe, mas não ocupam nenhuma cadeira na Câmara dos Deputados desde 1963. As informações fazem parte de levantamento feito pelo AjuNews. A análise foi baseada em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Câmara Federal. No banco de dados da Casa Legislativa, a reportagem acessou informações a partir da 41ª legislatura, que compreende o período 1959-1963.
 Nas últimas três eleições gerais, mulheres sergipanas alcançaram apenas o posto de suplente, candidata que não obteve o número de votos suficientes para tomar posse na qualidade de titular do mandato eletivo, podendo ser convocada para substituir o titular, temporariamente ou definitivamente. Apesar da ausência efetiva de mulheres sergipanas na Câmara, o número de suplentes aumentou. Em 2010, apenas cinco alcançaram o posto. Já em 2014 e 2018, o índice subiu para 15.
 Antes disso, a jornalista e servidora pública, Tânia Soares (PCdoB), foi suplente e efetivada no mandato de deputada federal na legislatura 1999-2003, em 4 de janeiro de 2001, após Marcelo Déda (PT) ter sido eleito prefeito de Aracaju em 2000. O petista morreu em dezembro de 2013, devido a um câncer.
As suplentes
 Nas eleições de 2018, foram eleitas suplentes Adeilde Repolho (PPL), Berenice Damázio (Solidariedade), Denize Gomes (PDT), Edna de Toinho de Dorinha (PSB), Irmã Larissa (PDT), kaka de Areia Branca (MDB), Lânia Castro (PR), Leila Carvalho (PR), Lola da Tapioca (DC), Lucimara Passos (PCdoB), Marileide de Chamego Bom (PRB), Professora Ângela (PT), Professora Dora (PPL), Sandra Costa (PHS) e Suely Ouro (PSDC).
 Já no processo eleitoral de 2014, alcançaram o mesmo posto Arací Nascimento (PP), Daniela Fortes (PR), Dôra Santana (DEM), Fátima Andrea (PT), Grace Carvalho (PSDB), Joana Darc (PRB), Kelly de Zé de Dona (PSL), Lara Moura (PR), Larissa da Silva (MDB), Lúcia de Vado (PROS), Maria Lúcia (PV), Neguinha (PDT), Pastora Graça (PEN), Professora Avilete (PHS) e Vanessa Gomes (PCdoB).
 No ano de 2010, Ana Rita (DEM), Isadora Waleska (DEM), Marlene Menezel (PP), Osmailda Farias (DEM) e Tia Dôra (PHS) foram as suplentes na Casa pelo estado sergipano.
Cotas
 A Lei das Eleições entrou em vigor no ano de 2018. Segundo o dispositivo, cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo, nas eleições para Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, assembleias legislativas e câmaras municipais.
 A Justiça Eleitoral também determinou que os partidos destinassem 30% do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas, conhecido como Fundo Eleitoral, para as candidaturas femininas. As variáveis ampliaram em 50% a presença da mulher na Câmara dos Deputados, saltando de 51 para 77 eleitas.
Conquista obtida há 86 anos
 Em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, pela primeira vez, em âmbito nacional, a mulher brasileira votou e foi votada. A luta pela conquista durou mais de 100 anos, pois o marco inicial das discussões parlamentares em torno do tema começou em meados do século 19, quando surgiu a imprensa voltada especificamente para o público feminino, iniciando articulações acerca do assunto.


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