Em Sergipe, os oito deputados federais gastaram exatamente R$ 2.787.195,72 de cota para o exercício de atividade parlamentar, que era conhecida como verba indenizatória. Já com relação à verba de gabinete, a despesa atingiu R$ 10.293.913,43. Os dados são referentes ao ano passado, conforme as informações publicadas no portal da transparência da Câmara dos Deputados. A cota, na qual se refere à Câmara, ocorre de forma mensal e é destinada a custear os gastos dos deputados exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar.

 Em Sergipe, a cota mensal representa R$ 40.139,26. De acordo com a pesquisa feita pelo JORNAL DA CIDADE, o deputado federal que mais gastou no ano passado foi João Daniel (PT): R$ 478.315,90. Enquanto isso, o que economizou mais foi o Valdevan Noventa (PL): R$ 169.936,96. Ainda segundo a Câmara, as regras, que detalham o uso da cota, determinam que a quantia seja feita para despesas com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, assinatura de publicações, fornecimento de alimentação ao parlamentar, hospedagem, outras despesas com locomoção, contemplando locação ou fretamento de aeronaves, veículos automotores e embarcações, serviços de táxi, pedágio e estacionamento e passagens terrestres, marítimas ou fluviais.

 Além disso, o uso da cota vai para combustíveis e lubrificantes; serviços de segurança; contratação de consultorias e trabalhos técnicos; divulgação da atividade parlamentar, exceto nos 120 dias anteriores às eleições; participação do parlamentar em cursos, palestras, seminários, simpósios, congressos ou eventos congêneres; e a complementação do auxílio-moradia. “O valor máximo mensal da cota depende da unidade da federação que o deputado representa. Essa variação ocorre por causa das passagens aéreas e está relacionada ao valor do trecho entre Brasília e o Estado que o deputado representa”, expõe a Câmara.

Verba de gabinete

 Já com relação à verba de gabinete, em 2020, os oito deputados federais tiveram gasto de R$ 10.293.913,43. A quantia estabelecida, diante das informações da Câmara, cada parlamentar tem R$ 111.675,59 por mês para pagar salários de até 25 secretários parlamentares, que trabalham para o mandato em Brasília ou nos estados. “Eles são contratados diretamente pelos deputados, com salários de R$ 1.025,12 a R$ 15.698,32. Encargos trabalhistas como 13º, férias e auxílio- -alimentação dos secretários parlamentares não são cobertos pela verba de gabinete – são pagos com recursos da Câmara”, registrou o portal da Casa.

Mais baixo

 Porém, apesar da quantia da cota de todos os deputados federais assustar por atingir a casa dos dois milhões, em 2019 o valor da cota foi de R$ 3.407.846,18. A redução pode estar atribuída ao período de pandemia. Afinal, muitos parlamentares reduziram a frequência de ir até às sessões em Brasília, pois a atuação no plenário ocorreu de forma virtual

 Jornal da Cidade 

 


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