Os sergipanos Oziel da Silva Passo, 27, e Expedito Bezerra dos Santos Filho, 23, que residiam em Carira, estão entre os sete trabalhadores mortos em decorrência da queda de duas torres de transmissão de energia no município de Pacajá, no sudoeste do Pará. O acidente aconteceu na sexta-feira (16) em um canteiro de obras nos fundos de uma fazenda no km-309 da BR-230 (Transamazônica) e ainda deixou outros 13 trabalhadores feridos.

 Oziel e Expedito tinham ido ao Pará contratados pela empresa SKIC Brasil para trabalhar na construção das torres de transmissão. Até o momento não se previsão para chegada dos corpos em Sergipe, que serão velados e sepultados em Carira. As duas vítimas deixam esposas e filhos.

 De acordo com o Corpo de Bombeiros do Pará, as torres estavam sendo construídas na comunidade Bom Jardim, pela empresa SKIC Brasil, e integram o projeto que vai levar energia da usina hidrelétrica de Belo Monte para o estado do Amapá. A informação é que a rede ainda não estava em operação e por isso não houve interrupção no fornecimento de energia na região.

 Os sete mortos não têm familiares na localidade e vieram de outros estados para fazer a montagem das torres da linha de transmissão da energia.

 Por meio de nota, a empresa SKIC Brasil lamentou o acidente no Projeto Novo Estado, que causou a morte e ferimento dos colaboradores que trabalhavam no local. A empresa informou também que está fornecendo todo o apoio necessário às famílias das vítimas e assistência aos feridos.

 As atividades no local foram suspensas, e a SKIC Brasil informou que está providenciando perícia técnica para apurar as causas do acidente. A empresa diz ainda que vai dar total apoio às autoridades na investigação do ocorrido.

 O caso está sendo investigado pelo delegado de Pacajá, Rafael Costa Buzar, que acionou bombeiros e a perícia de Tucuruí, que realizaram os primeiros levantamentos ainda na noite do ocorrido. O delegado já ouviu funcionários que presenciaram a queda das torres. A principal linha de investigação é acidente de trabalho. Os responsáveis pela empresa também deverão ser intimados a prestar depoimento.

 O delegado também solicitou uma perícia detalhada dos danos às estruturas para definir com precisão o que causou a queda.

 

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